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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A lenda do tesouro perdido, filme 2004

"A lenda do tesouro perdido" (titulo original National Treasure) é um filme de aventura americano, produzido e lançado pela Walt Disney Pictures no ano de 2004. Foi escrito por Jim Kouf, Ted Elliott, Terry Rossio, Cormac Wibberley e Marianne Wibberley, produzido por Jerry Bruckheimer e dirigido por Jon Turteltaub. É o primeiro filme da trilogia "National Treasure", estrelado por Nicolas Cage, Harvey Keitel, Jon Voight, Diane Kruger, Sean Bean, Justin Bartha e Christopher Plummer.


Nicolas Cage interpreta Benjamin Franklin Gates, um historiador e criptologista amador em busca de um tesouro perdido contendo metais preciosos, jóias, obras de arte, além de outros artefatos. Este tesouro faz parte de uma  coleção foi feita   por saqueadores e guerreiros ao longo de muitos milênios,  começando no Antigo Egito, mais tarde redescoberto pelos Cavaleiros Templários, e mais eventualmente escondido por maçons dos Estados Unidos durante a Guerra Revolucionária Americana. A busca segue a partir de um mapa codificado no verso da Declaração de Independência, que mostra os pontos para a localização do "tesouro nacional", mas Gates não está sozinho em sua busca. Quem pode roubar a Declaração e decodificá-lo encontrará o maior tesouro da história primeiro!

Até por se tratar da busca do suposto neto de um maçom, várias cenas apresentam conversas marcadas por simbolismo, desde o "olho" na cédula do dolar americano, até as passagens revelando o interior de edificações egípcias. Vale a pena estar atendo para encontrar os códigos secretos que permeiam o filme. Abaixo, o trailler oficial de National Treasure:


sexta-feira, 23 de março de 2012

Santuário de Nossa Senhora Aparecida, Aparecida, SP.

Durante a semana o  ArqSagrado apresentou um projeto e uma entrevista do arquiteto e artista plástico Claudio Pastro, profissional super conceituado em nosso país no que se refere á arquitetura católica. Seguindo esta tendência, a dica do final de semana é um passeio ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida, distante 160 km de São Paulo.
Detalhe do interior da Basílica de N.S. de Aparecida
O projeto da grandiosa Igreja vinha sofrendo adaptações ao longo dos anos, a fim de criar a estrutura física ideal para comportar milhares de peregrino. Contudo, devido à urgência dos serviços de arquitetura, muitas vezes o simbolismo cristão-católico vinha se perdendo em tamanho gigantismo que a obra tornara-se. Foi aí que entrou em cena Claudio Pastro, enchendo as paredes com painéis simbólicos e organizando pontos estratégicos na Igreja, trazendo beleza ao lugar. Vale a pena ver de perto o trabalho deste grande arquiteto.

Detalhe do interior da Basílica de N.S. de Aparecida.
Agora, se voce não pode se deslocar até a cidade para ver de perto o Santuário de Aparecida, vale a pena assitir ao filme "Aparecida, o milagre", de 2010. Na história, um grave acidente coloca a vida de Lucas em perigo e leva Marcos (Murilo Rosa) a reviver traumas da infância, evocando a sua ruptura com Nossa Senhora Aparecida, a quem responsabiliza pela morte do pai. Desesperado diante da possibilidade de perder o filho, Marcos revive não só a sua história como também a história do surgimento de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. Além do roteiro emocionante, algumas cenas mostram o interior do Santuário, já com trechos restaurados pelo arquiteto que estamos abordando nestes dias.
Abaixo o trailler do filme. Bom fim de semana!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Constantine, filme 2005

Constantine é uma adaptação do personagem das histórias em quadrinhos John Constantine, protagonista da revista Hellblazer, para o cinema.  No filme, John Constantine (estrelado por Keanu Reeves) é um experiente ocultista e exorcista, que literalmente chegou ao inferno. Juntamente com Angela Dodson (Rachel Weisz), uma policial cética, ambos investigam o misterioso suicídio de sua irmã gêmea, Isabel. As investigações levam a dupla a um mundo sombrio, em que precisam lidar com demônios e anjos malignos.
Independente dos aspectos místicos e ocultistas que alguns podem identificar,  acredito que o ponto mais interessante que o filme aborda é “como viver a fé religiosa em um mundo tão cruel como o que vivemos?”. Além disso, de encontro com os temas que estamos estudando nos últimos posts, alguns lugares freqüentados por Constantine são incríveis, ou pelo excesso de informações místicas, ou mesmo pelo vazio simbólico – caso do hospital católico onde se passa boa parte da trama.
Sucesso de bilheteria na estréia, o filme certamente vai agradar aos mais exigentes. Bom divertimento!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Anjos e Demônios, livro (2004) e filme (2009)

Antes de decifrar 'O Código Da Vinci', Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em 'Anjos e Demônios', quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável - a assinatura macabra no corpo da vítima - um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo - é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião.
Em 'Anjos e Demônios', Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos. Na semana em que estamos estudando a tradição arquitetônica católica, vale a pena assitir a este intrigante filme de ação.
Abaixo, o trailler do filme. Bom fim de semana!


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Código da Vinci, livro (2003) e filme (2006)

Capa da edição original, em inglês.

"The Da Vinci Code" ("O Código Da Vinci" nas edições brasileiras e portuguesas) é um romance policial do escritor norte-americano Dan Brown, publicado em 2003, causou polêmica no mundo católico ao questionar a divindade de Jesus Cristo. A maior parte do livro desenrola-se a partir do assassinato de Jacques Saunière, curador do museu do Louvre, que antes de morrer deixa várias pistas relacionadas a segredos místicos nunca antes revelados. Robert Langdon, Sophie Neveu e Leigh Teabing vivem várias aventuras ao tentar desvendar códigos que dêem resposta aos enigmas que Jacques Saunière deixou no leito de morte.
A trama do livro envolve desde grandes organizações católicas como o Opus Dei, até a sociedade secreta conhecida como Priorado de Sião, que, de acordo com documentos encontrados na Biblioteca Nacional de Paris, possuía inúmeros membros famosos como Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo da Vinci. Os cenários onde as pistas se escondem estão em sua maioria em edificações centenárias de uso restrito da religião católica, aspecto este que vai muito de encontro com a temática abordada neste blog.

Polêmicas a parte, o livro e o filme surgem como excelentes aulas de Geometria e Arquitetura Sagrada. Vale a pena ter um dos exemplares em sua coleção particular.

Abaixo, um trecho do filme. Bom divertimento!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Persépolis, livro e filme. França, 2007.

Capa do livro.
Persépolis narra de forma singela passagens autobiográficas da autora do livro em quadrinhos que deu origem a esta animação inteligente e brilhante, Marjane Satrapi. A adolescência de Satrapi desfila por cenários que testemunham a ditadura imposta pelo Xá no Irã e a posterior irrupção do regime fundamentalista dos ayatolás.

Em Teerã, capital iraniana, durante o ano de 1978, a criança Marjane, mergulhada em seus sonhos infantis, acalenta o desejo de se tornar uma profetisa quando crescer, pois assim terá poderes para salvar o Planeta. Ela tem diante de si o exemplo liberal de sua avó, marcante figura feminina que oferece à neta preciosas diretrizes morais e também um intenso senso de humor. Além disso, seus pais são modernos, adeptos da ideologia de esquerda e igualmente inteligentes.
Marjane vê se desenrolar diante de seus olhos a passagem de uma ditadura opressiva para um sistema regido por grupos islâmicos fanáticos, não menos cruéis que o antigo Xá. Eles determinam cada detalhe da vida dos iranianos, desde o comportamento até a forma de se trajar. A menina é então obrigada a usar um véu, o que lhe inspira a vontade de se converter em uma autêntica revolucionária.
Esta genial animação se vale de vários desenhos compostos em preto e branco, perpassados por densas faixas pretas, no interior das quais é possível encontrar diversas tonalidades em tons acinzentados. Mas o cuidado com o visual não pretende em momento algum ofuscar a beleza e a criatividade do que é narrado no centro dessa moldura formal. Certamente uma narrativa tradicional roubaria tanto do livro quanto do filme sua engenhosidade natural e a poética surpreendente que se encontra em ambos.
A animação desvela boa parte da história iraniana que se desenrola a partir do governo totalitário do Xá, retratando também o bombardeio de Teerã ao longo da guerra contra o Iraque, seguido por um incessante sumiço de pessoas. Este contexto desemboca em um sistema cada vez mais opressivo e cruel, no qual não faltam conflitos bélicos, torturas e crimes.
Diante desta preocupante situação, os pais de Marjane decidem enviá-la para Viena, capital austríaca, tentando assim impedir que algo terrível lhe aconteça. Aí a jovem experimenta outras tantas conturbações, mais relacionadas ao período da adolescência. Ela enfrenta questões como a liberdade, o amor, perpassados por boas doses de tristeza e melancolia, por se sentir distante de sua família, exilada de sua pátria. Marjane se sente inevitavelmente deslocada em seu novo refúgio.
A jovem se vê diante de um dilema crucial. Para conquistar o mínimo de liberdade necessária para qualquer ser humano, Marjane é obrigada a se manter em terra alheia. Se quiser voltar para seu país de origem, terá que abrir mão de tudo que pensa, sente e sonha.
O filme francês de animação estreou em 2007, escrito e dirigido por Satrapi e Vincent Paronnaud.  No Festival de Cannes de 2007, recebeu o prêmio do júri. Foi lançado na França e na Bélgica em 27 de junho do mesmo ano. No Brasil, foi lançado em 30 de outubro de 2007 no Festival Internacional de São Paulo e em 23 de fevereiro de 2008 no circuito comercial.

A animação do ponto de vista estético já seria uma boa dica para o fim de semana. No entanto, a sugestão para esta data está de acordo com a temática abordada nos tópicos desta semana, já que a história se passa no Irã, cidade importantíssima para a religião Baha’i, que estamos estudando. Vale a pena tentar entender o quão desafiador foi - e ainda é - apresentar conceitos religiosos mais abrangentes em um cenário fundamentalista tão severo.
A seguir, um trecho do filme Persépolis... Bom fim de semana!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A duquesa, filme 2008.

        Georgiana Spencer era bela, carismática e adorada pelo povo. Em sua vida particular, era uma mulher vulnerável, cuja inteligência constituía a principal arma para burlar a rígida sociedade inglesa do fim do século XVIII. Casada com o riquíssimo Duque de Devonshire, interessado apenas em ter um herdeiro, Georgiana rompeu todas as convenções, entregando-se a grandes paixões extra-conjugais e engajando-se junto ao Partido Liberal. 
      Não ficou famosa somente por seu casamento, como também por sua beleza e estilo, sua campanha política e sua paixão por jogos de azar. Ela congregou à sua volta um grande círculo de figuras literárias e políticas. Participou ativamente de campanhas políticas numa época em que o o direito de voto ainda levaria um século para ser concedido às mulheres (ver sufrágio feminino). Tanto sua família, os Spencer, como os Cavendish eram whigs. Georgiana fazia campanhas pelos whigs, particularmente para um primo distante, Charles James Fox, no tempo em que o rei George III e seus ministros tinham influência sobre a Casa dos Comuns.
      Houve rumores de que, durante a eleição geral de 1784, a Duquesa de Devonshire trocava beijos por votos a favor de Fox. O desenhista Thomas Rowlandson (1756-1827) fez uma famosa sátira dela, na sua pintura "THE DEVONSHIRE, or Most Approved Method of Securing Votes" (A Devonshire, ou o mais aprovado método de assegurar votos).  A Duquesa de Devonshire foi pintada por grandes artistas, tais como Thomas Gainsborough e Joshua Reynolds. O famoso quadro de Gainsborough no qual Georgiana usa um grande chapéu francês ficou desaparecido por anos. Entretanto, um descendente seu, Andrew Cavendish, 11° Duque de Devonshire, conseguiu recuperá-lo, e hoje o retrato está em Chatsworth House.
    Para nosso estudo de geometria sagrada, a importancia do filme está mais na análise da mudança de costumes da sociedade moderna - o que de certa forma já repercute os modos de vida do homem contemporâneo - do que para conhecer a figura da duquesa inglesa. Não obstante, vale ressaltar que sua história ressoaria por anos na sociedade britânica, inclusive dois séculos depois, numa de suas descendentes diretas: Diana Spencer, a Lady Di.
     Bom fim de semana.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Giordano Bruno, filme de 1973.

   Giordano Bruno é um filme franco-italiano de 1973, do gênero drama biográfico, tendo por tema o processo movido pela Inquisição Romana contra o filósofo italiano Giordano Bruno.  O filósofo, astrônomo e matemático Giordano Bruno foi um dos maiores pensadores do Século XVI e um dos percursores da ciência moderna. Nascido em Nola (Itália), expulso da Ordem dos Dominicanos por suas idéias conflitantes com a ortodoxia religiosa, viajou por toda a Europa, tendo sido conselheiro de príncipes e reis.
   Suas idéias metafísicas eram monistas e imanentistas, admitindo que acima de um deus imanente (a "alma do mundo"), haveria um deus transcendente, só apreendido pela fé, mas uma fé inteiramente naturalista, bem diversa da fé cristã.  Processado pela Inquisição de Veneza, preferiu retratar-se (como Galileu), mas seus inimigos conseguiram que fosse mandado a Roma, onde respondeu a novo processo.
   O filme de Guiliano Montaldo, retrata o processo romano, no qual Giordano Bruno recusou qualquer retratação, sendo condenado e queimado vivo no ano de 1600. Além do desempenho seguro de Gian Maria Volonté, o grande destaque do filme é a fotografia de Vittorio Storaro. Usando archotes para iluminar as principais cenas, ele consegue efeitos visuais impressionantes, sobretudo na caminhada de Bruno para a morte, pelas ruas de Roma.
   Abaixo, um trecho do filme. Bom fim de semana.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Filme: Arn, o cavaleiro templario. 2007.

            Um conto de poder, coragem e traição, este filme, ambientado na Suécia, conta a inesquecível história de amor de Arn Magnussson, jovem culto e exímio esgrimista, e Cecilia, separados pela guerra entre cristãos e muçulmanos, quando ele é enviado como cavaleiro templário para a Terra Santa. Aprendendo a sobreviver e superar o sofrimento, eles jamais perdem sua confiança um no outro, nem a certeza de que se reencontrarão. Ao retornar à sua pátria, Arn tem que lutar por seu amor e pelo que se tornou a missão de sua vida: fazer da Suécia um único reino. No estilo “Cruzada”, mas com maior embasamento histórico, o filme relata a luta por Jerusalém, tomada por Saladino, com a ajuda dos cavaleiros templários.
          Quanto ao elenco, os críticos consideram uma ótima interpretação do protagonista, Joakim Nätterqvist, assim como Sofia Helin também tem bom trabalho. O elenco como um todo é muito bom, para um filme de produção de baixo orçamento. Além disso, o figurino e os efeitos também são excelentes, muito condizentes com a época. A direção também fez um trabalho muito bom, em especial com as câmeras. Até mesmo o roteiro é muito lógico e harmônico. Sem contar que, como pano de fundo, a belíssima história de amor resplandece e emociona.
          No final, o  filme que  apresentaria  vários motivos para um pré-conceito negativo - nenhum artista renomado, e uma produção de um país sem história no cinema no mundo (Suécia) - acaba por surpreender já ao ler a  sinopse, onde é possível detectar um bom ponto de partida, e uma boa produção fotográfica.



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O corcunda de Notre Dame, 1939.

           A sugestão de filme para esta semana de estudos é o clássico " O corcunda de Notre Dame" dirigido por William Diertele, primeira versão sonora cinematográfica do livro clássico de Victor Hugo. A versão do cinema mudo foi estrelada por Lon Chaney (1923). Esta produção estrelada por Charles Laughton, que estava no auge de sua carreira quando personificou Quasímodo (o Corcunda),  recebeu duas indicações ao Oscar, em 1939.  É provavelmente, a melhor interpretação dada ao triste personagem, morador da Catedral de Notre Dame, que perambula pelos impressionantes cenários de Paris, criados especialmente para o filme, em Hollywood. Maureen O'Hara está perfeita como a linda cigana Esmeralda, pela qual Quasímodo se apaixona desesperadamente, a ponto de romper a paz da imponente e secular Catedral, aterrorizando a população. 
          Filme imperdível e obrigatório em qualquer filmoteca, vale a pena assistir a este clássico para entender um pouco sobre os costumes da sociedade medieval, principalmente no que diz respeito ao uso dos espaços religiosos para atividades profanas. A seguir o trecho de um dos pontos altos do filme, quando Quasimodo salva Esmeralda de ser morta. A todos, bom divertimento.

Importante: inúmeros filmes já foram produzidos como pano de fundo a história de Victor Hugo. A indicação acima se torna importante por ser um clássico.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Filme: Jesus de Nazaré. 1977.

            Para entender a arquitetura sagrada do período medieval é necessário entender o personagem mais importante para a religião reinante no Ocidente neste período: o cristianismo. Diversas obras cinematográfiocas já foram produzidas tendo como pano de fundo a vida de Jesus Cristo, algumas excessivamente fantásticas, outras excessivamente sanguinárias. 
           O filme indicado para este fim de semana de estudos é Jesus de Nazaré, de Franco Zeffirelli uma premiada versão  aclamada pela crítica pela sua grandiosidade e pela sua correção histórica e religiosa. O épico conta com a interpretação de atores como Robert Powell e a participação de Anne Bancroft, Claudia Cardinale e James Farentino entre outros.
           O comovente retrato da vida e a morte de Jesus de Nazaré é aqui apresentado desde o seu nascimento, passando pelas suas peregrinações ainda enquanto criança e o seu batismo por João Batista. Relatando inúmeros milagres durante o seu percurso, este lindo filme culmina com a crucificação e ressureição, num dos mais fiéis e impressionantes relatos da vida de Cristo.
            Além da mística apresentada pela representação -  a mais fiel possível -  da história de Jesus, vale a pena ressaltar alguns elementos importantes para nosso estudo, principalmente nas questões de arquitetura de espaços (templos hebreus), comportamentos diferenciados das sociedades romana e hebraica, e algumas divergências - bíblico/históricas como a forma de Cristo carregar a cruz, defendida por muitos historiadores do tema. Dica: o filme tem longa duração, mas vale muito a pena acompanhá-lo do início ao fim.


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ben-Hur, um clássico de 1959.

O filme começa no ano de 26 d.C., quando o príncipe Judah Ben-Hur ( Charlton Heston ) é um comerciante rico em Jerusalém . Seu amigo de infância, Messala ( Stephen Boyd ), agora um tribuno militar, chega como o novo comandante da guarnição romana. Ben-Hur e Messala estão felizes em se reunir, após anos de separação, mas a política poderá dividi-los; Messala acredita na glória de Roma e do seu poder imperial , enquanto Ben-Hur ainda acredita na liberdade do povo judeu. Tempos depois, por um acidente, Ben-Hur é acusado injustamente pelo seu amigo, e condenado a servir a Roma nas galeras, dando início a uma fase de sofrimento que culminará no encontro com Jesus Cristo, figura misteriosa contemporânea de sua época. Após este encontro, a sorte de Ben-Hur muda, e ele ganha a liberdade, tentando depois a qualquer custo retribuir a ajuda recebida pelo homem misterioso.
O subtítulo, "Um Conto de Cristo", se faz jus devido às duas histórias que se cruzam a partir de um determinado momento do filme. Não somente por ser um retrato diferenciado da histórica mística de Jesus, o clássico Ben-Hur apresenta vários aspectos da vida romana, dando maior ênfase a vida política e questões militares, deixando em segundo plano a religião, bem aos modos da sociedade da época. Uma boa sugestão para iniciar o tema religiões cristãs sem cair nas produções muito específicas desta doutrina.
Abaixo, um trecho de uma das cenas mais famosas do filme... Bom fim de semana.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Os dez mandamentos - filme 1956.


            Um filme brilhante. Poucos filmes podem ser igualados à refilmagem de Cecil B. Demille, realizada em 1950, do épico "Os dez mandamentos". Filmado no Egito e no monte Sinai, em um dos maiores cenários construídos para um filme, esta versão conta história da vida de Moisés (Clarlton Heston), favorito na corte do faraó (Yul Brynner), que deu as costas a uma vida privilegiada para liderar seu povo em busca da liberdade.  A vida de Moisés é retratada neste longa,  desde de seu nascimento, quando é colocado em um cesto nas águas do rio Nilo, até quando a princesa egípicia Bithiah o encontra e resolve criá-lo como príncipe. Quando Moisés descobre tudo sobre sua origem, ele dedicará sua vida a libertar escravos e conduzí-los à terra prometida.  


           Todas as passagens bíblicas escritas no livro bíblico do Êxodo são retratadas com primor neste épico, desde o encontro com o Deus Javé no alto do Monte Sinai, passando pelas mágicas advindas do cajado, terminando no ápice da abertura do mar Vermelho "onde os hebreus passaram a pé enxuto".  Da mesma forma, todos os temas estudados nesta semana estarão presentes neste filme clássico, que retrata principalmente a presença do povo hebreu como escravo no Egito, comprovando que determinados conhecimentos certamente os acompanharam quando ganharam a liberdade e passaram a viver na Terra Prometida. 
            A serguir o trecho mais importante do filme: a abertura do mar Vermelho... Bom final de semana.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Retorno da Múmia, filme - 2001.

            A história do filme que começa nas escavações no Vale do Nilo, tem seu momento crucial em Londres, dentro de uma sombria câmara do Museu Britânico, onde está para renascer uma antiga força do terror. É 1933, o ano do Escorpião. Faz dez anos desde que o corajoso Rick O'Connell (Brendan Fraser) e a egiptóloga Evelyn (Rachel Weisz) lutaram por suas vidas contra Imhotep (Arnold Vosloo), um inimigo com 3.000 anos. 
            Rick e Evelyn estão casados e moram em Londres, juntamente com seu filho, Alex (Freddie Boath), que tem oito anos. Vários eventos culminam com a descoberta do corpo de Imhotep ressuscitado, graças à ajuda da reencarnação de sua amada do antigo Egito, Anck-Su-Naman (Patricia Velazquez), que matou e morreu por ele. Assim, a múmia volta a vagar pela Terra, determinada em concretizar sua busca pela imortalidade. Porém, outra força também está à solta no mundo, o Escorpião Rei (Dwayne Johnson), que nasceu dos obscuros rituais do misticismo egípcio e é ainda mais poderoso que Imhotep. Quando se defrontarem, o destino da Terra estará em perigo e Rick e Evelyn darão início à uma corrida desesperada para salvar o mundo de um mal indescritível e também para resgatar Alex dos seguidores de Imhotep, que levaram o menino pois este, sem ter idéia, colocou no braço o bracelete de Anúbis, um artefato de incrível poder.
             Nessa jornada irão até o Egito e entrarão nos domínios do Escorpião Rei. Há muito tempo esse terrível guerreiro prometeu sua alma ao deus Anúbis em troca de soberania militar. Ele e seu exército ficaram congelados no tempo, em uma espécie de intervalo entre a vida e a morte, mas agora estão prontos para matar novamente. O Escorpião Rei possui mais poderes, segredos e força que o temível Imhotep, está cheio de ódio e não devia ser perturbado.
              A produção do filme é primorosa, apresentando de forma bem correta o que era o interior dos templos egípcios, bem como a religiosidade em seus fundamentos mais importantes, como o tema reencarnação. Não pode ser considerado o melhor dos filmes clássicos sobre egiptologia, contudo é uma boa dica para ilustrar alguns dos pontos apresentados durante esta semana de intensa geometria sagrada egípcia. Vale a pena reunir a família e desfrutar de momentos de ação com um gostoso balde de pipoca.
               Como de costume, a seguir o trailler do filme:


Dica Forg: Preste atenção na forma como os antigos egípcios guardavam os corpos dos mortos. Analise os pontos ligados à  religiosidade e arquitetura, principalmente este segundo,  no que diz respeito às formas geométricas presentes no lugar.
              

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

" O nome da Rosa".


Depois de uma primeira semana de duro aprendizado, que tal continuar estudando, porém de uma forma mais relaxada? A dica é assistir "O nome da Rosa", filme inspirado no romance homônimo de 1980, do escritor italiano Umberto Eco. Na pelicula,  estranhas mortes começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média - cerca de 1300 -,  onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso às publicações sacras e profanas. A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição. 
O filme permite diversos questionamentos, porém acredito que o mais interessante é entender o cenário histórico da época, o que possibilitará compreender motivos pelos quais os conhecimento de  geometria sagrada não nos são acessiveis nos dias atuais. Até são, mas a maneira como a igreja católica manipulou estas informações criou, de certa forma, o afastamento do homem da sede de entender  "simbologia"; o pensamento dominante, que queria continuar dominante, impedia que o conhecimento fosse acessível a quem quer que seja, salvo os escolhidos. No O nome da Rosa, a biblioteca era um labirinto e quem conseguia chegar no final, era morto. Só alguns tinham acesso, e a informação restrita a estes poucos representava dominação e poder.
          Desejo a todos um bom final de semana. Volto na próxima semana, contribuindo com o "poder" de voces a partir de textos sobre as antigas construções sagradas com base quadrada. Enquanto isso, saboreiem um trecho deste belíssimo filme...

  

Vale a pena ver também: http://www.coladaweb.com/literatura/analise-de-obras/o-nome-da-rosa